Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea

A Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea de Roma (Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea) abriga a maior coleção de arte contemporânea italiana. Além dos artistas italianos como Giorgio de Chirico, Umberto Boccioni, Giacomo Balla, também há muitos outros grandes nomes da arte dos séculos 19 e 20 de como Rodin, Degas, Klimt, Duchamp, Kandinsky, Van Gogh, Pollock… e a lista vai longe.

Um pouco da história

A Galeria Nacional de Arte Moderna nasce em 1883 para representar a arte do novo estado unitário. A primeira sede da Galeria foi no Palácio das Exposições (Palazzo delle Esposizioni di Roma) que fica no centro de Roma, na via Nazionale. Pouco tempo depois, o espaço ficou disputado entre a coleção da galeria que não parava de crescer e as exposições temporárias que o Palácio recebia. Assim, por causa da Exposição Internacional de 1911 a galeria mudou para o prédio onde está até hoje, que foi projetado pelo engenheiro Cesare Bazzani (que também projetou o hospital Fatebenefratelle na Ilha Tiberina – leia mais sobre esta ilha clicando aqui).

Ao longo dos anos a Galeria fechou e abriu várias vezes por diversos motivos como a ampliação do espaço expositivo, guerra e diversas reformas de atualização do estilo do prédio. A Galeria como é hoje foi aberta em 1999 e foi finalmente organizada em três partes: a parte inaugurada em 1911 abriga a arte de 1800, a ampliação de 1933 abriga  as obras de 1900, e a ala do arquiteto Luigi Cosenza (aprovado só em 1973) recebe a arte contemporânea de 1968 a 2000. Consenza não só pensava o museu como um espaço para receber as obras, mas também com uma ideia de fins educativos, um centro de iniciativas culturais.

Outras atividades

Assim como quase todos os museus, a Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea tem projetos de ação educativa para todas as idades. Depois da guerra, essas ações educativas foram incentivadas por nada menos que Palma Bucarelli e Giulio Carlo Argan que pensaram no museu como espaço de pesquisa e experimentação.

A Galeria hoje atende o público diverso: adultos, famílias, escolas e universidades. As atividades variam entre visitas guiadas, atividades mais lúdicas para toda a família, módulos de discussões mais teóricas, atividades didáticas com escolas relacionadas ao trabalho em um museu, além da parceria direta com a Universidade.

Uma coisa interessante é que o museu tem o objetivo de fazer da sua arte acessível para todos, então também há vários projetos especiais como “A memória do belo” para pessoas com mal de Alzeimer, “Tocar para ver” para deficientes visuais, e “Museal-mente” para pessoas com deficiência cognitiva.

Para mais informações visite a página: http://lagallerianazionale.com/educazione/progetti-speciali/

Minha visita

Visitei a galeria no dia grátis, primeiro domingo do mês (leia mais sobre essa dica clicando aqui). Peguei uma fila de mais 2 horas, então não sou a pessoa mais indicada para dar dicas de como evitar filas – aliás, só entramos porque do nada começou um temporal e no desespero e completo caos todo mundo entrou de uma vez haha. Ao contrário do que eu esperava, de todas as filas foi a que mais demorou, mais do que outras atrações mais conhecidas como o Museu do Vaticano (leia mais sobre esse museu clicando aqui) e o Coliseu (leia mais sobre esse monumento clicando aqui). E ao contrário dessas outras atrações, não tem muito turista, o público é mais italiano.

Apesar de não precisar o dia inteiro porque o museu não é tão grande assim, vá com tempo! Se você for como eu vai pensar algumas vezes “nossa isso também está aqui!”, vai toda empolgada ver a obra e acabar se perdendo porque não presta atenção nas direções…

É verdade que Roma é cheia de obras de artes por todos os lados. Mas quem quiser variar um pouco dos estilos que mais se vê por aí (como o romano, neoclássico, barroco, renascentismo, etc) é uma ótima opção. Apesar da Itália ser o ícone da arte e principalmente do Renascimento, a história não parou por aí (claro!) e não são muitos os museus que têm uma coleção mais recente.

Guia

Recomendo vivamente contratar uma guia privativa em língua portuguesa para seus passeios (custa menos do que você imagina!)

Horário de Abertura

Terça à domingo das 8h30 às 19h30 (última entrada 45 minutos antes de fechar)

Ingressos

Primeiro domingo do mês é grátis (veja outros museus grátis em roma clicando aqui)

Onde fica

Viale delle Belle Arti, 131

Pertinho pra ver:

Pertinho pra comer:

Em breve!

Pertinho pra ficar:

Veja minha experiência no Hotel de Russie clicando aqui

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